Porque gosto de escrever:

"A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer "escrever claro" não é certo mas é claro, certo?"
Luís Fernando Veríssimo

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

A Verdadeira História da L.A.M.A.

O ano é 3.178. A paisagem é sinistra. Há um silêncio mórbido no ar. Tanto o céu como a terra estão com uma mesma tonalidade. Cinza. Também pudera. A humanidade mergulhou em um caos, que culminou com a sua extinção. Isto mesmo. Não existem mais seres humanos. Os únicos habitantes terrenos que poderemos considerar são bactérias e fungos. Nada mais. Um tipo de som há muito não escutado no planeta corta a morbidez. No céu não existem mais nuvens; apenas resquícios de explosões nucleares. E neste ambiente que um objeto metálico aparece, se destacando do resto. O som provém dele. É uma nave. Do formato ainda não é permitido falar pois a distância impede a descrição.
Ela pousa neste ambiente inóspito. Não teve dificuldade de chegar até aqui. Não há mais atmosfera. No seu plano lateral estão alguns números. Só identificação. Nada importante. Além dos números, há uma inscrição, o nome da nave: “Generations”. Um tipo de portinhola se abre. O primeiro contato na Terra, depois de mil anos, talvez mais. Um robô desce pela escada distendida pela portinhola. Verifica se não há algum perigo. Com um tipo de instrumento, avalia a qualidade do ar. Não é mais respirável. Pelo menos não há indícios de radioatividade no local. O robô chama os outros dois tripulantes da nave. Tratá-lo como um mero robô é desqualificá-lo. Para ser mais preciso, é uma unidade processadora, feita de chips de alta tecnologia e ligados a neurônios humanos. O resto do corpo é puramente feito de flips, um tipo de material encontrado em abundância no planeta de onde a nave saiu; para onde os humanos se mudaram depois da catástrofe que se abateu sobre este mundo. Se chama Nailil Imuyam 111B...
(a história continua...)

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