Os meus olhos são figurantes diante de tanta escuridão. É madrugada...O único ponto visível quando entro em casa é o relógio do dvd player: duas e seis da manhã. Hora engraçada e verde...
Tateando o escuro a procura do interruptor, aquela hora não sai da minha cabeça. Foi o exato momento em que voltei para a realidade, as últimas horas passadas em companhia das minhas amigas. Momentos de relaxamento, onde somente o inviável foi falado, nada de namorados, amantes, compras ou acessórios.
Foi a primeira vez que tive realmente contato com as duas e seis da manhã. É claro que sei que a hora sempre existiu, mas passei desapercebida por todos estes anos, sem dar-me conta que este tempo também me pertence. Ou pertencia...
Talvez o fato de que na maioria das vezes, neste horário, sempre estive dormindo seja uma boa resposta, mas a sonoridade é de uma desculpa qualquer. O tempo não é estático, a voracidade de segundos e minutos consomem todos os meus pensamentos e na totalidade do raciocínio o dia vai amanhecendo. Porque duas e seis e não uma hora cheia qualquer?
O relógio continua com o seu infindável tic-tac digital. Duas e seis não existe mais... Talvez quisesse dizer algo naquele tempo e como a sensibilidade faltou-me no momento, duas e seis será um tempo como outro em que já me acostumei ao longo do meu dia.
Pode até ser, mas duas e seis será um bom título para uma poesia...
Tateando o escuro a procura do interruptor, aquela hora não sai da minha cabeça. Foi o exato momento em que voltei para a realidade, as últimas horas passadas em companhia das minhas amigas. Momentos de relaxamento, onde somente o inviável foi falado, nada de namorados, amantes, compras ou acessórios.
Foi a primeira vez que tive realmente contato com as duas e seis da manhã. É claro que sei que a hora sempre existiu, mas passei desapercebida por todos estes anos, sem dar-me conta que este tempo também me pertence. Ou pertencia...
Talvez o fato de que na maioria das vezes, neste horário, sempre estive dormindo seja uma boa resposta, mas a sonoridade é de uma desculpa qualquer. O tempo não é estático, a voracidade de segundos e minutos consomem todos os meus pensamentos e na totalidade do raciocínio o dia vai amanhecendo. Porque duas e seis e não uma hora cheia qualquer?
O relógio continua com o seu infindável tic-tac digital. Duas e seis não existe mais... Talvez quisesse dizer algo naquele tempo e como a sensibilidade faltou-me no momento, duas e seis será um tempo como outro em que já me acostumei ao longo do meu dia.
Pode até ser, mas duas e seis será um bom título para uma poesia...
Um comentário:
Gostei muito do texto, apenas mudaria o final
Pode até ser, mas duas e seis será um bom título para uma poesia...
Pode até ser, mas duas e seis será um bom título para um poema.
Abraços, amigo!
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