Ela o deseja bem mais do que um oi. E ele finge de bobo, finge de morto e que não está a entender nada. Ela espera o complemento da frase, algo com que possa salivar-se mais tarde, divagar os pensamentos por entre o céu de estrelas e o desejo por aquele homem. Ele saber ser devagar, até quando não é necessário, porque não vê necessidade de prolongar a estória por mais do que duas vogais. Ela conta-lhe futilidades, mas pronuncia as palavras de forma melodiosa, estabelece-se uma relação prazerosa entre os dois e ela espera impacientemente algo mais do que um oi. Ele novamente suaviza os ataques da fêmea, deixa todas as possibilidades em aberto, não diz que sim e nem que não, e é isto que a deixa maluca. Ela pensa em usar todas as palavras para acabar de vez com esta ladainha, mas recua, porque além de não ser nada romântico, acabaria com o maior prazer de receber um sim, que é a conquista. Quando isto vai acabar? Nenhum dos dois sabe, nem mesmo o oi do fim da conversa...
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